A EASI (Evaluation in Ayres Sensory Integration®) é um dos instrumentos de avaliação mais atualizados e precisos na área da terapia ocupacional, projetados para medir os construtos centrais segundo a teoria de Integração Sensorial de Ayres®. Fornece um conjunto abrangente de medidas de desempenho de integração sensorial, padronizadas e referenciadas por normas, e destina-se a crianças dos 3 aos 12 anos. As funções avaliadas pela EASI são fundamentais para a aprendizagem e para uma participação bem-sucedida nas atividades do dia a dia.
O que avalia?
É constituída por 20 testes padronizados que avaliam vários componentes:
- Perceção sensorial vestibular, propriocetiva, tátil e visual
- Integração Motora Postural/Ocular/Bilateral
- Praxis de Base Somatossensorial, Praxis Baseada na Linguagem, Praxis de Base na Ideação e Praxis de Base Visual
- Reatividade Sensorial
Quem pode aplicar?
É aplicada por terapeutas ocupacionais que possuem Pós-graduação em Integração Sensorial e certificação nos Módulos de avaliação do CLASI (Collaborative for Leadership in Ayres Sensory Integration), garantindo a sua adequada administração e interpretação.
Os resultados da EASI permitem identificar os padrões de disfunção de integração sensorial e obter um diagnóstico mais preciso, fornecendo uma compreensão abrangente das bases sensório-motoras subjacentes aos pontos fortes e desafios da criança, fundamentais para delinear um plano de intervenção mais eficaz.
Quando deve ser aplicada?
A EASI pode ser aplicada quando há suspeita de disfunção de integração sensorial, ou seja, quando o cérebro da criança tem dificuldade em receber, organizar e responder adequadamente às informações captadas pelos sentidos (visão, audição, olfato, paladar, tato, vestibular e proprioceção).
Sinais de alerta
- Evita toque leve, tem aversão a texturas de roupas (etiquetas, costuras), recusa certos alimentos, evitar sujar as mãos (tinta, areia).
- Reação exagerada a sons típicos (aspirador, secador), ou distrai-se facilmente com sons de fundo.
- Sensibilidade a estímulos visuais ou dificuldade em estar atento em ambientes com muita informação sensorial
- Insegurança gravitacional: medo extremo de alturas, de tirar os pés do chão ou de mudar a posição da cabeça (inclinar para trás); evita atividades com movimento (baloiçar, subir, saltar, escorregar)
- Necessidade de estar sempre em movimento, balançar-se, girar ou pular.
- Descoordenação motora: quedas frequentes, esbarra em objetos ou pessoas, dificuldade a coordenar os dois lados do corpo (andar de bicicleta, vestir-se, cortar com tesoura), pobre desempenho em desportos
- Fragilidades no equilíbrio
- Dificuldade em aprender novas tarefas motoras
- Força inadequada: dificuldade em manipular objetos, quebra brinquedos com facilidade
- Distrai-se facilmente, sinais de agitação motora
- Problemas sociais e/ou emocionais: comportamentos inadequados, birras frequentes
- Dificuldade em lidar com as mudanças de rotina ou transições entre atividades
- Dificuldade na grafomotricidade (colorir, desenhar, escrever) ou na coordenação motora fina
- Brincar pobre ou repetitivo
- Dificuldade na interação com os pares
- Pobre autonomia e participação nas atividades da vida diária (vestir/despir, alimentação, banho, higiene pessoal, sono)
- Atraso na fala e na linguagem
- Dificuldade de aprendizagem
Bibliografia
- https://www.cl-asi.org/easi
- Ayres, A. J. (2005). Sensory Integration and the Child: 25th Anniversary Edition. Western Psychological Services




