Modelos, o "Porquê"
São a base científica utilizada pelos profissionais de saúde para organizar o seu raciocínio clínico
Abordagens, o "Caminho"
É a base teórica e a estratégia que guia a intervenção.
Métodos, o “Passo-a-passo”
É um conjunto de regras, etapas e procedimentos específicos e estruturados.
Baterias de Avaliação, as "Ferramentas"
São conjuntos de testes padronizados e validados cientificamente para medir o desempenho do utente (competências e dificuldades) e compará-lo com o que é esperado para a sua idade.
Modelos:
O Modelo DIR® (Developmental, Individual-differences, Relationship-based), desenvolvido pelo Dr. Stanley Greenspan e Serena Wieder, é uma abordagem ampla e interdisciplinar baseada em evidência, que enfatiza a importância das relações afetivas na promoção do desenvolvimento das capacidades funcionais e emocionais, respeitando o perfil único de cada pessoa.
Baterias de Avaliação:
A maioria das crianças segue um padrão de desenvolvimento, atingindo etapas numa sequência semelhante. Mas, pode acontecer que essas etapas ou estádios de desenvolvimento não sejam atingidos, ou sejam alcançados tardiamente, devido a um atraso de desenvolvimento global ou apenas de algumas áreas (competências cognitivas, linguagem, motricidade e desenvolvimento emocional/social).
É do conhecimento geral que o desenvolvimento global das crianças ocorre a diferentes ritmos, cada criança investe em diferentes áreas consoante as suas capacidades, as áreas de interesse e a estimulação recebida. Para além disso, cada criança tem os seus traços de personalidade e caraterísticas individuais, daí que seja de evitar estabelecer comparações entre crianças amigas ou familiares.
Segundo Wechsler, a inteligência é concebida como um todo, sendo “a capacidade global do indivíduo para atuar finalizadamente, pensar racionalmente e proceder com eficiência em relação ao meio” (Wechsler, 1944).
A WISC é um instrumento clínico, cuja administração é feita individualmente e que tem como finalidade a avaliação da inteligência de crianças ou adolescentes, com idades compreendidas entre os 6 e os 16 anos e 11 meses, remetendo para a exploração do “funcionamento intelectual nos seus diversos aspetos”.
O diagnóstico precoce de uma Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) apresenta uma importância crucial na avaliação detalhada da sintomatologia, permitindo o desenvolvimento de estratégias de intervenção de maior eficácia terapêutica.
Nesse sentido, a Autism Diagnostic Observation Schedule (ADOS-2) e a Autism Diagnostic Interview-Revised (ADI-R) são os dois instrumentos de referência, os chamados gold standard, para avaliação e diagnóstico da PEA.
A ADIR-R consiste uma entrevista semiestruturada (93 questões), dirigida, principalmente, aos pais e/ou cuidadores familiarizados com a história de desenvolvimento e rotina diária do sujeito avaliado.
Permite obter descrições muito detalhadas dos comportamentos atuais e ao longo da sua história de vida, o que por si só auxilia uma maior compreensão do perfil do indivíduo, contribuindo para um diagnóstico de maior precisão.
A EASI (Evaluation in Ayres Sensory Integration®) é um dos instrumentos de avaliação mais atualizados e precisos na área da terapia ocupacional, projetados para medir os construtos centrais segundo a teoria de Integração Sensorial de Ayres®. Fornece um conjunto abrangente de medidas de desempenho de integração sensorial, padronizadas e referenciadas por normas, e destina-se a crianças dos 3 aos 12 anos. As funções avaliadas pela EASI são fundamentais para a aprendizagem e para uma participação bem-sucedida nas atividades do dia a dia.
O diagnóstico precoce de uma Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) apresenta uma importância crucial na avaliação detalhada da sintomatologia, permitindo o desenvolvimento de estratégias de intervenção de maior eficácia terapêutica.
Nesse sentido, a Autism Diagnostic Observation Schedule (ADOS-2) e a Autism Diagnostic Interview-Revised (ADI-R) são os dois instrumentos de referência, os chamados gold standard, para avaliação e diagnóstico da PEA.